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CIPP coloca Ceará na rota internacional de investimentos
Qua, 29 de Novembro de 2017 00:00


Na segunda matéria da série Ceará Transparente de novembro, vamos mostrar de que forma o Porto do Pecém atua no impulsionamento da economia e no desenvolvimento do Estado nos cenários nacional e internacional

Ao completar 15 anos de fundação, o Porto do Pecém mantém sua essência de inovação e empreendedorismo ao passar por mais uma mudança e passar a agregar a zona industrial que se instalou na área por força do equipamento. Desde o dia 10 de outubro, a Cearáportos tornou-se Complexo Industrial e Portuário do Pecém S.A. (CIPP), responsável por administrar o Porto, a zona industrial adjacente e a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE).

Não é apenas o nome que muda, as atribuições e possibilidades também. Ao se tornar S.A., o CIPP tem autonomia maior e a gestão unificada facilita a atração de novos investimentos, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento da economia cearense.

Os resultados do Porto atestam o bom momento. Só até o mês de outubro a movimentação acumulada de 2017 cresceu 51% em relação ao mesmo período anterior, são mais de 13 milhões de toneladas movimentadas nesse período.

Desenvolvimento

Na ocasião da sanção da lei nº 8163/2017 o governador Camilo Santana destacou que as mudanças são necessárias para promover de maneira ainda mais efetiva o desenvolvimento econômico e social do Estado, tornando o CIPP um centro de conexão de cargas marítimas e atração de empresas para atuação em sua área industrial e ZPE. Outra mudança implantada com o novo objeto social e área de atuação foi a vinculação à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) que integra a Companhia, a ZPE, e a Adece.

Avanço

O atual momento do CIPP é de avanço. A parceria com o Porto de Roterdã trará ainda mais possibilidades comerciais e de desenvolvimento. O equipamento holandês possui expertise de mais de 600 anos, é parceiro em diversos portos internacionais, o maior da Europa e considerado um dos principais do mundo em movimentação de cargas.

A associação com o CIPP tem o objetivo de gerar ainda mais crescimento ao complexo cearense por meio de uma maior sinergia, aumentando a eficiência operacional e econômica, além de assessorar na captação de novos investidores para o Ceará.

“Roterdã participará do negócio porém os ativos continuarão sendo do Governo do Ceará, mas a partir do momento em que eles integrarem a gestão do CIPP isso vai acelerar a atração de novos negócios e espertar o interesse de outras empresas mundiais além de contribuir com a experiência de décadas em operações integradas entre porto, área industrial e freezone”, conta Danilo Serpa, presidente da CIPP S.A.

Ter a única ZPE operando no Brasil destaca o CIPP em relação a outros portos do País. Atualmente a Zona abriga quatro indústrias ao todo, com destaque para a CSP, do setor siderúrgico. Com previsão de crescimento a partir da instalação de duas novas empresas, uma do setor termoelétrico e outra de rochas ornamentais. A variedade de segmentos estimula as movimentações internacionais de cargas, dando ainda mais notoriedade ao Ceará em diferentes cenários internacionais.

Ano de destaque

Com base no histórico dos resultados anuais do Porto do Pecém este deve ser o melhor ano da Companhia. “No Porto do Pecém não falamos em crise, nos últimos 10 anos tivemos um crescimento anual de 29% e devemos fechar 2017 com alta em torno de 50%”, destaca Danilo.

Os resultados de 2017 foram puxados pelo crescimento de todas as atividades desenvolvidas pelo Porto. A navegação de cabotagem (entre portos brasileiros) cresceu 71% de janeiro a outubro deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. O destaque entre as cargas é o minério de ferro vindo do Maranhão (62%) e do Espírito Santo (38%) e totalmente destinado à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

O fluxo de navios e embarcações que passam pelo Pecém também apresenta elevação, a média é de crescimento de 21% a cada mês. Este ano já atracaram mais de 460 navios.

Esquina do Atlântico

Nas transações internacionais os resultados impressionam ainda mais. As exportações cresceram 125% e as importações 37% (de janeiro a outubro de 2017, em comparação com igual período do ano anterior). Estar localizado na esquina do Atlântico é, sem dúvidas, um diferencial do Porto do Pecém. Com tempo de viagem menor à Europa e aos Estados Unidos, em relação aos outros portos nacionais e sulamericanos, o equipamento cearense se destaca em competitividade e eficiência, os números dão dimensão desse potencial.

Destaque nas exportações, as placas de aço produzidas pela CSP ocupam o primeiro lugar no ranking das cargas mais movimentadas na rota internacional. Os EUA são o principal destino, recebendo 37% desse material que sai pelo Pecém. Apesar de sazonal, a safra de frutas tem grande notoriedade pelo volume exportado, são quase 117 mil toneladas (até outubro), e pela quantidade de destinos, mais de 10 países; os que mais recebem os produtos são Holanda, EUA e Grã Bretanha.

Já nas importações o carvão mineral é a carga com maior volume, mais de 4 milhões toneladas (até outubro). Com origem principalmente da Colômbia (54%), além de outros 6 países, o material é destinado à CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém) e às 2 térmicas instaladas no Complexo.

Nos primeiros 10 meses deste ano a movimentação de contêineres cresceu 14% em comparação a 2016. A categoria dá a idéia da versatilidade do Porto do Pecém, já que nessa modalidade os clientes não precisam fretar um navio inteiro para transportar suas mercadorias.

O Pecém é reconhecido no meio portuário pelo atendimento aos contêineres, são 7 linhas de navegação. Um único navio chega a carregar mercadorias de mais de 8 mil clientes por viagem. É uma força de equilíbrio na logística por tornar mais fácil e segura a importação e exportação, por exemplo.

Eficiência

Os resultados refletem a eficiência do Complexo. A localização, aliada à infraestrutura e aos equipamentos instalados no Porto do Pecém fazem a diferença para quem utiliza o terminal.

Hoje, o Porto tem capacidade para receber até 8 navios simultaneamente. Para operação das cargas há os descarregadores de carvão e minério, cada um com capacidade de descarga de 2.400 toneladas por hora e ambos acoplados às Correias Transportadoras, que saem do Porto e seguem até as áreas da CSP e Térmicas.

Outro diferencial são os 9 guindastes do tipo MHC (Móveis) com capacidade de içar 100 toneladas a cada movimento e 2 STS (guindastes específicos para transporte de contêineres), tecnologia de última geração, com capacidade de movimentar simultaneamente dois contêineres com 65 toneladas.

A rotina portuária não se limita à chegada e saída das embarcações. Além dos equipamentos de carga e descarga, a operação necessita ainda de todo um aparato para dar suporte a essa dinâmica. Aspectos também valorizados na estrutura do CIPP.

O Pátio de estocagem possui área útil de 380 mil m2 e tem potencial de armazenar 16 mil contêineres, 888 contêineres refrigerados e 250 mil toneladas de cargas não conteinerizadas, além de dois armazéns, um com 6,2 mil m2 e outro de 10 mil m2.

Para dar suporte aos avanços, nos últimos 4 anos foram investidos mais de 400 milhões de reais em equipamentos e infraestrutura que resultaram no crescimento de 84,86% no faturamento para o mesmo período.

Para o presidente do CIPP, o bom momento é fruto de um esforço conjunto da equipe do Complexo e do Governo do Ceará. “Os profissionais que fazem o Porto do Pecém têm se empenhado com destaque em suas atividades, seja comercial, operacional ou administrativa, para a obtenção desses resultados. Ao mesmo tempo em que o governador Camilo Santana tem trabalhado a imagem e as potencialidades do Porto nos cenários nacionais e internacionais”, afirma.

Integrado

As cargas não têm o Porto como destino final, por isso a importância da integração com outros modais. O CIPP reúne também rodovias e ferrovia, criando uma facilidade operacional que permite maior acessibilidade das cargas e facilidade no transporte, reduzindo avarias e, principalmente, os custos na movimentação.

O ramal ferroviário de 22km de extensão interliga o Porto ao Maranhão e ao Piauí. Por ele são transportados principalmente as bobinas de aço importadas da Ásia. Com a conclusão das obras da nova Transnordestina, o Pecém estará interligado também ao Porto de Suape (PE), passando pelo interior do Ceará e também do Piauí.

Pelas rodovias são escoadas a maioria das cargas que chegam pelo mar. A CE 155 tem 22 km de extensão e passa por obras de duplicação para dar mais agilidade ao trânsito já que interliga o Terminal à BR 222, principal via de acesso ao Complexo.

Também para agilizar o trânsito interno e externo da área portuária está em fase de construção a Rodovia de Placas, uma via expressa destinada exclusivamente ao transporte de placas de aço produzidas pela CSP, ligando a siderúrgica ao Terminal.

Expansão

Do mesmo modo, o Porto também passa por um momento de expansão com a construção de mais um berço, aumentando a capacidade para até 9 navios simultaneamente, além de uma segunda ponte de acesso, maior que a primeira, proporcionando mais agilidade à operação.

 

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